<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-6697152110776799861</id><updated>2011-04-21T20:53:51.410-07:00</updated><title type='text'>filosofia</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://jbtfilosofia.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6697152110776799861/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtfilosofia.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>14</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6697152110776799861.post-5850822761742003973</id><published>2008-08-29T14:59:00.000-07:00</published><updated>2008-08-29T15:01:28.712-07:00</updated><title type='text'>Receita de vida</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Esboce-se&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;                  De preferência, quando sua mãe engravidar de você, que esse ato seja programado. No mundo em que vivemos hoje, não é mais possível nascer-se por acaso, como antigamente, membros de barrigadas comumente de mais de dez filhos. Alerte-a sobre a necessidade dos pré-natais, mensalmente. Não a deixe fumar nem beber, que não se exponha à ansiedade ou à depressão, que esse período lhe seja harmônico e de feliz expectativa. E que converse com você a partir do 5º, 6º mês de gravidez; que lhe conte historinhas suaves e sussurre canções de ninar e despertar. Que ela seja suavizada por natureza, ou assim se faça. De preferência sempre, mas ao menos enquanto você ainda estiver lá dentro. Você já possui ondas cerebrais, elas são sua força, emita-as; envie bons pensamentos, no caso, ondas positivas traduzidas em serenidade, para sua mãe; troque amabilidades e ela o corresponderá com carinho e tranqüilidade. Exija que ela alimente-se bem, mas que não ganhe mais que um quilo de peso por mês. E nasça com nove meses de gestação, com três quilos e meio de peso corporal e cinqüenta centímetros, se possível de parto via vaginal e nunca esqueça de chorar logo, oxigenando bem seu cérebro e o restante do corpo.&lt;br /&gt;                  Durma bastante e a partir daí chore o menos possível; e mame no peito, no mínimo até os seus seis meses de idade. Nesse meio tempo, exija todos os cuidados maternais que lhe sejam devidos, não deixe que lhe descuidem, bem como faça valer seus direitos de um recém nascido que carece de cuidados técnicos e profissionais de acordo com o adiantamento de seu meio.&lt;br /&gt;                  Tenha curiosidade! Toque, prove, olhe, cheire e ouça tudo que está ao seu alcance, isso aguçará seus sentidos, formará memórias que jamais serão apagadas de seu inconsciente e que servirão de baliza para o resto de sua vida. Mais tarde, mantenha a curiosidade não só pela coisas que estão ao seu alcance, mas também sobre as coisas que você pode buscar. Engatinhe, levante-se e ande! Mexa em tudo que for possível, mas aprenda onde e quando poderá faze-lo e o que deverá evitar; e comece a ter cuidados, aprendidos do pode-não-pode paterno e materno. Alimente-se bem e cresça!&lt;br /&gt;                  Se tudo para trás foi sadio, que em seu ambiente existam figuras de pai e mãe, em formato de família bem constituída, que lhe mostrem segurança, autoridade com ternura e carinho - nem mais nem menos. Bem como, tenha irmãos, seus consangüíneos ou vicinais, também saudáveis, que lhe repartam o bolo das atenções e dádivas emocionais e afetivas.&lt;br /&gt;Tenha um bom Q.I.; alfabetize-se lá pelos cinco anos; desde sempre, sociabilize-se e aprenda a repartir-se, bem como a repartir o que a vida lhe apresentar, gratuitamente. Sinta seus mestres e superiores, em quaisquer níveis, como representantes de seus pais interiores, beba-lhes do saber, da experiência e obedeça-lhes o mais que puder. Depois, necessariamente, forme e expresse sua opinião. Sem esquecer de iniciar suas pequenas conquistas – fundamental! - afetivas e materiais. E a base de sua personalidade estará formada lá pelos seus sete anos de vida.&lt;br /&gt;                  E continue a crescer, física e afetivamente! Sempre orientado por uma agenda de regras das coisas da vida, a esse tempo, já aprendidas como certas e erradas. Transgrida algumas delas, ocasionalmente, como uma verdadeira arte em dois sentidos, de preferência as de menor risco, apenas para provar o sabor do bem e do mal, mas reconduza-se na trilha correta. Filosoficamente, é necessário que assim se faça, por uma questão de parâmetros.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                     &lt;strong&gt;Desenhe-se&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;                  Diferente da infância, onde tudo é novo e tudo é aprendido como primeira experiência, como num beabá simbólico da vida, mas já com base moral e ética do que pode e não pode ser feito, conhecimentos esses que se depositam em estruturas cerebrais onde criamos o nosso juízo crítico básico, na adolescência, por força biológica dos hormônios próprios de cada gênero, crescem os pelos, nascem as mamas, aumenta o pênis, vem a menarca e as menstruações seqüentes. Seu hipotálamo o induz a empreitadas sexuais que quase lhe fogem ao controle, pressões poderosas passam a misturar-se com o aprendizado da idade. É tudo muito poderosamente biológico, mas não esqueça que existem leis sociais que regem tais momentos, tais oportunidades e tais apelos. Por lei natural desta fase da vida, a contestação é a regra, o desafio é corrente, os experimentos são muitos, os desconfortos são usuais e o risco é maior, bem como é maior a necessidade de atenção na sua condução pessoal.&lt;br /&gt;Essa é uma fase da vida em que tudo é um turbilhão; mesmo assim, é preciso que se cresça sempre para melhor e para o alto, com e sem sobressaltos, como quem se salva de uma correnteza muito forte, muitas vezes uma braçada para trás e duas para frente, vá lá que seja, mas cresça em meio a tudo isso; e sobreviva!.&lt;br /&gt;Escolha sua profissão, pois a época é a mais conveniente e natural. Mas, não esqueça uma regra básica: nunca a escolha pelo  quanto você vai ganhar, materialmente. Esse é um passo quase sempre errado e as chances de frustração serão grandes. Busque uma profissão que o faça feliz; feliz você trabalhará melhor, trabalhando melhor você fará tudo mais bem feito, fazendo tudo mais bem feito você terá mais clientela, com maior clientela você, finalmente e de forma sólida, será melhor sucedido, materialmente. Essa é a regra!  É infalível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não esqueça que em meio a tantas buscas e encontros, em meio a algumas frustrações inerentes a essa idade, você se transformará em uma isca fácil aos apelos de prazeres imediatos. Principalmente, àqueles que sugerem que a felicidade é uma conquista obrigatória, sem sacrifícios e que pode ser alcançada pelo atalho. Pois, cuidado com os atalhos ao bem estar físico e mental, desde os lícitos aos menos ilícitos, chegando aos mais eficazes e proibidos. São de grande risco os que o fazem feliz de forma mais rápida, no entanto, de forma transitória; são todos viciosos e escravizantes. Exemplos não faltam e destroem corpo e mente em pouco tempo. E mesmo no resgate deste infortúnio, você nunca mais será a mesma pessoa e seu projeto de vida lá para a frente poderá ficar comprometido.&lt;br /&gt;Também, subitamente, em meio a sua biologia incandescente, você se verá diante do sexo e seus envolvimentos, que são muitos. Desde os platônicos, as auto-carícias, o medo do rechaço, o rechaço, a frustração, o bem suceder, a sensação de amor para sempre, o primeiro beijo, a primeira transa, tudo com muita intensidade. Mesmo assim, não tenha medo, vá em frente com os devidos cuidados e, principalmente, apaixono-se. Nesse particular, suas primeiras vezes estarão muito longe de serem as melhores, mas, acredite, além de parecerem ser muito boas, até mesmo excepcionais, elas serão, sim, inesquecíveis. Faça pequenas  loucuras e siga caminhos desconhecidos, mas dos quais, entretanto, possa retornar apenas com discretos arranhões. A um coração adolescente é imperioso sucumbir a uma paixão, mesmo de longe.&lt;br /&gt;Leia muito, romances, poesias, textos técnicos, prosas e versos. Primeiro dos autores do seu tempo, depois, ao natural, sua leitura se tornará mais sofisticada. Passe então a ler os clássicos, aqueles que alicerçaram no passado o seu tempo de hoje. Leia a história do homem sobre a terra, sobre a evolução da vida, das espécies, das tribos. Leia sobre quanto tempo e o quê se passou durante os milênios das andanças do homem sobre a terra para que você chegasse até ali, onde se encontra agora.&lt;br /&gt;Medite e pergunte-se! Tudo o que você quer saber está escrito em algum lugar ou à disposição da sua busca. Duvide, ocasionalmente! De todas as suas dúvidas nascerão luzes; forme conceitos baseados no volume de seus conhecimentos. Tenha idéias e defenda-as. Ache que não é bem assim e sim assado, o tempo lhe dará ou lhe tirará a razão. A cada novo conhecimento adquirido, uma nova porta irá se abrir; e por trás dela uma nova dúvida irá fustiga-lo, indefinidamente. Este é um princípio básico do saber, a dúvida e o ato de decifra-la. Perceba a sutileza de que a sabedoria sempre e de alguma forma lhe trará felicidade. Acredite na ciência e na filosofia como princípios básicos que trouxeram o homem da barbárie e do obscurantismo e que o levarão a Deus. E não pense mais em Deus como um senhor do bem e do mal, escondido e indecifrável entre as nuvens do desconhecimento. Pense-O como uma forma de energia bondosa que habita e baliza o nosso cosmo, incluindo nossos corpos e mentes, uma possível soma temporal da bondade universal, também em crescimento. E que, como energia que é, poderá ser um dia formulado de maneira mais compreensiva e mais igual a nós, em termos. &lt;br /&gt;Faça amigos, muitos deles, os mais variados. Tenha primeiro um amplo círculo de camaradagem e escolha os que lhe são mais afins. Desses, sairão os mais leais, os mais fiéis, os seus “irmãos de sangue” e de fé. Com eles você criará uma rede de afeto singular, que tempo algum durante toda uma vida poderá desfazer, por mais distantes que possam vir a estar e permanecer um dia. Marque bem esse tempo, com fotos, cartas, lembretes, objetos que contenham uma história breve dessa juventude cheia, esplendorosa e fugaz.   &lt;br /&gt;Se possível, lidere uma revolução que defenda suas idéias, as mais esdrúxulas que sejam. Se não for bem assim, seja um líder de qualquer coisa, até de promoção de jogo de bolita, de qualquer esporte ou de uma coisa que lhe pareça que valha a pena. Ou então, siga um líder, admire-o, defenda-o, apaixone-se por uma causa que lhe pareça justa, de preferência, socialmente justa. Forme em você um bom caráter! E  comece a ter simpatia pela bondade, por ser solidário, voluntário e tolerante, pois colherá bons frutos.&lt;br /&gt;Quando, de repente, você será um adulto jovem! Ai então, você será capaz de enraizar sua vida no que recomenda esse poema ímpar de Rudyard Kipling, em tradução fiel e famosa do poeta Guilherme de Almeida:&lt;br /&gt;                  Se&lt;br /&gt;Se és capaz de manter a tua calma quando&lt;br /&gt;todo mundo ao redor já a perdeu e te culpa;&lt;br /&gt;de crer em ti, quando estão todos duvidando&lt;br /&gt;e para esse, no entanto, achares uma desculpa;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se és capaz de esperar sem te desesperares,&lt;br /&gt;ou, enganado, não mentir ao mentiroso;&lt;br /&gt;ou, sendo odiado, sempre ao ódio te esquivares&lt;br /&gt;e não pareceres bom demais, nem pretensioso;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se és capaz de pensar, sem que a isso só te atires;&lt;br /&gt;de sonhar, sem fazer dos sonhos teus senhores&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se, encontrando a desgraça e o triunfo, conseguires&lt;br /&gt;tratar da mesma forma esses dois impostores;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se és capaz de sofrer a dor de ver mudadas&lt;br /&gt;em armadilhas as verdades que disseste&lt;br /&gt;e as coisas, o r que deste a vida, estraçalhadas;&lt;br /&gt;e refaze-las com o bem pouco que te reste;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se és capaz de arriscar em uma única parada&lt;br /&gt;tudo o quanto ganhaste em toda a tua vida...&lt;br /&gt;E perder! E ao perder, sem nunca dizer nada,&lt;br /&gt;resignado, retornar ao ponto de partida;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De forçar coração, nervos, músculos, tudo,&lt;br /&gt;a dar seja o que for que neles ainda existe;&lt;br /&gt;e a persistir, assim, quando, exaustos, contudo,&lt;br /&gt;resta uma vontade em ti que ainda ordena: Persiste!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se és capaz de entre a plebe não te corromperes&lt;br /&gt;e, entre reis, na perderes a naturalidade,&lt;br /&gt;e de amigos, quer bons quer maus, te defenderes;&lt;br /&gt;Se a todos podes ser de alguma utilidade;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se és capaz de dar, segundo por segundo,&lt;br /&gt;ao minuto fatal, todo o valor e brilho:&lt;br /&gt;Tua é a terra, com tudo o que existe no mundo.&lt;br /&gt;E, o que ainda é muito mais, tu és um homem, meu filho!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a vida, então, se transformará em um longo caminho, com altos e baixos, por dentro e por fora de sua alma, mas tenha sempre a certeza que se você trabalhou bem seus atos, ele lhe renderão bons frutos, cedo ou tarde. Siga seu caminho! Aliás, como ensinou um dia o poeta Luis Guilherme do Prado Veppo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando te decidires, parte!&lt;br /&gt;Não esperes que a vida cubra de flores o caminho.&lt;br /&gt;Nem sequer esperes o caminho,&lt;br /&gt;faze-o tu mesmo e parte!&lt;br /&gt;Parte sem pensar que outros passos pararam,&lt;br /&gt;que outros olhos ficaram te olhando seguir.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                    &lt;strong&gt;Construa-se&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Esperemos que seu pedestal, ou o seu alicerce, até aqui, esteja a prumo e nivelado. Tome por norma, então, o seu trajeto de vida, a sua construção embasada em virtudes simples.&lt;br /&gt;Entenda os sentidos básicos da vida: primeiro, o sentido biológico, que trata da sua permanência aqui na terra. Portanto, para tal, cuide do seu corpo como um todo, tanto física, quanto mentalmente . Ele é o depositário de todas as suas energias, que lhe põe em contato com tudo que o cerca; é o executor de todas as suas vontades, boas ou más. De forma integrada e em nível de perfeição, cada órgão do seu corpo tem uma estrutura correspondente a rege-lo em seu cérebro. Se um deles adoece, ou foi sua mente que assim o quis ou foi seu desleixo que permitiu.&lt;br /&gt;Antecipe-se aos males mais conhecidos:&lt;br /&gt;Cuide da boa forma física através da prática saudável de exercícios regulares. Atente para o que come, evitando exceder-se com os três pós brancos: açúcar, sal e farinha. E tenha simpatia pelos alimentos naturais, bem limpos e cozidos. Cuidado com as gostosas gorduras, existem aqueles que podem e aqueles aos quais  é melhor evitar; esteja atento, pois. Bem como, esteja atento às gorduras circulantes no seu sangue, ao diabete, à hipertensão arterial. Esteja atento a qualquer mau funcionamento do seu corpo, desde uma simples gripe até uma pinta escura que não existia há pouco tempo em sua pele. Evite os excessos e esteja alerta a todo e qualquer sinal vermelho no seu painel físico ou mental. E quando tal ocorrer, procure logo um profissional, antecipe-se aos fatos, pois muitas vezes o amanhã já pode ser tarde ou a ocorrência de solução simples pode passar a ser mais dificultosa.&lt;br /&gt;   Além da sadia permanência do seu corpo aqui na terra e ainda como um princípio biológico, perpetue-se! Procrie e seu bom sangue será transmitido às gerações futuras, ato fundamental à permanência da humanidade sobre a terra. Isso faz parte de um aperfeiçoamento, desde o tempo do humanóide Astralopitécus, nosso mais atual intermediário desde o mundo irracional. Mas para tal, constitua uma família civil, social ou moralmente sadia, unida, saudável, harmônica e onde possa prosperar a felicidade, para que seus filhos cresçam com segurança e que tenham noções de autoridade, o que é muito importante para a sanidade social e mental de uma criança.&lt;br /&gt;O segundo sentido básico da vida, é filosófico: baseia-se no  princípio  da luta do bem e do mal, devendo sempre a nossa vida ser pautada pelo primeiro. Não é preciso ser bom observador para notar, diariamente, a constante competição entre essas duas extremidades naturais e intrínsecas da vida. Talvez, seja essa a luta humana mais ferrenha, mais desafiadora, mais nobre e mais enriquecedora do ser humano como um todo.Talvez, a mais primária referência a que o homem se viu frente, como um desafio, seja vencer o mal! E que, é provável, lhe foi destinada com um sentido de marca indelével e registrada em seu cerne, algo do qual não se veria livre. E em cuja disputa entre seus extremos, coloca à prova a sua temperança, o seu caráter e a sua sanidade. Algo tão importante que, segundo vários ensinamentos básicos e atávicos, de várias fontes e correntes filosóficas, por ai acharíamos o caminho da eternidade da alma.&lt;br /&gt;O terceiro sentido básico da vida, é ser feliz. É um sentido psicológico a que nossa mente, quando sadia, tem a obrigação de buscar dentro dos princípios básicos da ética. E esta, é preciso saber onde ela realmente mora, o tamanho que tem suas vibrações, as expectativas que devemos colocar sobre sua busca, um verdadeiro compêndio de filosofia e psicologia. Para não cair em risco ou erro, o melhor é vestir-se das virtudes básicas que nos levam a ela.&lt;br /&gt;Mas, tenha sempre em mente que a felicidade é uma fração muito efêmera de sua vida, uma quimera, um fragmento, como um filho que chega de longe ou a decifração de uma fórmula química. Em geral, ela habita pequenas coisas, esconde-se atrás das vírgulas da vida e mais tem a ver com o detalhe do que com o montante. No resto, entre as vírgulas, deve  existir a serenidade e a harmonia, como seu substrato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;              &lt;strong&gt;                                   E viva bem!&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Ter, como ponto de partida para viver bem, a bondade. O quanto se possa, ter mais intenção e ação de dar mais do que receber e assim basear e praticar o convívio com nossos pares. É básico nas relações humanas do dia-a-dia que se aperte a mão dos que lhe são próximos; olhe-os nos olhos, chame-os pelo nome, abrace-os. Beije pai, mãe, irmãos e amigos; celebre seus circunstantes. É infalível que é dando que se recebe, um princípio básico de muitas religiões, seitas e pregações, em milênios de comprovação. Em qualquer atividade da vida, se a bondade estiver em pauta, o retorno será sempre um só, questão de tempo, nessa ou na outra dimensão: o bem. Use suas ações diárias nesse proceder, mas use também sua profissão, qualquer que seja. Geralmente, é a sua profissão o que você melhor sabe fazer; eis ai um veio farto através do qual você pode se doar em atos bondosos. A bondade gera uma cascata de sentimentos e ações positivas que, na forma de ação/reação, lhe respingam uma chuva de afeto. &lt;br /&gt;Através do seu auto-conhecimento, entenda suas angústias e fracassos. Não os de acolhida, pois não somos obrigados a isso. E é doentio permanecer neles; rebele-se! Assim como a alegria da felicidade, o desconforto do insucesso ou da dor, é transitório. Tudo o que é da vida é impermanente e nada é por acaso! Assim, no caso desses infortúnios, eles são o produto de você mesmo, de sua sintonia com pensamentos negativos, de seu desarranjo pessoal, de sua sincronia com as entidades do mal que estão a sua espreita; ou, então, são produto da sua incompetência. Sacuda-se, vigie e ore. Ore muito. O poder benéfico da oração está inclusive comprovado cientificamente; e a oração nada mais é do que o seu pensamento poderoso e transformador, desde que com fé. Tenha humildade, ore e aguarde!&lt;br /&gt;No entanto, em relação à oração, tenha em mente que muitas vezes são necessárias horas, dias e meses, e até anos, de preces para que um pedido seja alcançado. E que, algumas vezes, determinado pleito nunca vai ser atendido e a nossa percepção não entende o porquê. Talvez por que a nossa pretensão “ não esteja escrita nas estrelas”. Quando, de surpresa, um belo dia, algo de bom e inesperado nos “cai no colo”, algo muito melhor e maior que o que pedíamos em nossas orações.... É o que nos era o certo e o predestinado.&lt;br /&gt;Mas, é preciso ter muitos cuidados com a sanidade da mente que comanda seu corpo. Entre as doenças mais comuns, é necessário saber que a depressão, como eventualidade ou como doença estabelecida, uma forma mórbida de afetação mental muito comum e nem sempre reconhecida como tal, é capaz de levar a grandes estragos, inclusive  físicos. Por se tratar de uma doença bioquímica do nosso cérebro, o qual fica alterado quando acometido, inclusive com a baixa das defesas individuais e propiciando o aparecimento das mais variadas formas de doenças físicas, das mais simples às mais arrebatadoras, assim como várias formas de câncer.&lt;br /&gt;Além do sentimento de bondade que a mente deve espalhar no seu entorno, é preciso cultivar, também, a tolerância, a compreensão, a paciência, o amor, a caridade, a solidariedade, a serenidade, a harmonia, a paz, a convergência com seus próximos e a empatia, que é  sentir o que os demais estão sentindo como forma de melhor agir em seu favor. É preciso competência em muitos níveis da vida, intelectual, profissional, moral e espiritual para viver.&lt;br /&gt;É preciso, além do mais, conhecer-se a si próprio, saber seus limites e seu alcance, saber diferenciar suas emoções e dominá-las; eliminar os maus pensamentos que por ventura assolem-no de surpresa ou cronicamente, como raiva, inveja, ódio, ciúme, arrogância, rancor, tristeza, desconfiança, mal-querência e tantos outros sentimentos negativos que envenenam as mentes e muitas vezes as mantém cativas e destorcidas, sintonizadas com o mal.&lt;br /&gt;Faz bem entender, sobretudo, que cada novo dia é uma oportunidade para que se faça um recomeço; que o passado é “imexível” e que o futuro deve ser de nossa lavra, obrigatoriamente, e que deve ser bem feito!&lt;br /&gt;E que, como fundamento de tudo, desde a nossa concepção, lá no inicio, é preciso agir de modo a que o dia de hoje seja melhor que o dia de ontem e o dia de amanhã seja ser melhor que o dia de hoje. Assim, com esse crescimento, com certeza, nos identificaremos melhor com o Deus que está dentro de nós.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6697152110776799861-5850822761742003973?l=jbtfilosofia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6697152110776799861/posts/default/5850822761742003973'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6697152110776799861/posts/default/5850822761742003973'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtfilosofia.blogspot.com/2008/08/receita-de-vida.html' title='Receita de vida'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6697152110776799861.post-3454104043751826200</id><published>2008-08-16T15:04:00.000-07:00</published><updated>2008-08-16T15:06:54.226-07:00</updated><title type='text'>Vida e morte, todos nós</title><content type='html'>Biologicamente, em todos os seres vivos, o comportamento dos organismos é o mesmo: geração, nascimento, crescimento com balanço metabólico positivo, vida adulta, declínio com balanço metabólico negativo e morte, sem que haja modificações nesta base. Ou, então, o ciclo: semente, brotação arbusto, flor, fruto e semente, novamente, na terra. Quanto à vida, todos nós a conhecemos, seja pela observação dos outros seres vivos, seja pela observação de nós próprios, à qual, todos damos valor - varíavel, no entanto, na intensidade e na qualidade da aferição.&lt;br /&gt;         Mas, e quanto a morte, o que será mesmo esta ocorrência? Pois, igual como nos homens, intrínsicamente, nos animais ela representa o contrário ou a ausência da vida. E, nos seres vivos em geral, evitá-la é um mecanismo instintivo e irracional, sempre emprestando-lhe elevado poder de conservação e preservação, semelhante ao instinto de perpetuação da espécie. Assim, além das atitudes biológicas de manutenção da vida (como a busca do alimento e o abrigar-se do frio e da intempérie), nos animais, como diante dos predadores, surge o medo, o qual, com suas reações consequentes, faz parte de uma defesa contra a eliminação da vida. No homem, poderiamos exagerar dizendo que qualquer medo, analíticamente, é uma grandeza do medo da morte. Algo simples, mas ao mesmo tempo complicado se formos considerar a pergunta de: como tal ameaça chegou ao conhecimento do animal que tem medo? Um pouco chegou-lhe pela carga genética, mas a maior parte, a sua porção consciente, chegou através do aprendizado materno ou paterno, ou ambos. E todos nós já observamos o espanto de um pássaro ou outro animalzinho diante de várias circunstâncias desconhecidas e ameaçadoras - inclusive diante de nós -, bem como já observamos a mesma reação de medo que o homem tem diante de outros animais maiores e até menores, como o medo de rato ou barata - cuja explicação requer outro capítulo.&lt;br /&gt;         No homem, por ser um racional que ascendeu do irracional, existem duas formas básicas de encarar a morte: a forma irracional, como nos animais, e a forma que lhe foi concedida pela existência da mente e do conhecimento. Neste, a evolução da morte é conscientizada dentro do intelecto das pessoas, do mesmo modo como ela evolui dentro das várias culturas. Assim, observando-se o tratamento que a morte recebe dentro das culturas - e gerações da humanidade -, desde as mais próximas às mais remotas, em todas elas existem fatores em comum, como o sentimento de pesar inicial e a crença de que, através da alma, aquele ser passou a um estado superior de conservação perene, quase sempre num lugar em direção ao firmamento. E é assim, tanto nas culturas de povos mais ilustrados, bem como naqueles mais rudes.&lt;br /&gt;         Mas, além deste comportamento reacional e instintivo à morte, ela possui, amplamente e também, uma feição aprendida. Assim, filhotes de animais e filhos do homem, a partir de uma certa maturação cerebral compatível, iniciam a adquirir conhecimentos  vindos do ambiente familiar e social, relativos à morte e através disto vai dando-lhe feições. E, é na idade da razão, no pleno desenvolvimento das faculdades mentais, em associação com a racionalidade e a maturação do intelecto, que a morte atinge a mais bem contornada forma para o ser humano, incluindo as muitas reações que a acompanham, normalmente, incluindo medo ou respeito a ela, que ocorrem melhor organizadas nesta idade. Incluindo aqui, a sua percepção ameaçadora  por sua existência, muitas vezes, estar ligada à violência e à tragédia. E isto, assim desta forma, escapa ao conhecimento da infância, assim como, esta aceitação modifica-se, de forma sui generis, na velhice. No velho, parece que a idéia da morte venceu as barreiras impostas pelo medo, não ocorrem mais racionalizações que a amenizem e ela passa a ter contornos tranqüilos de uma realidade pacífica. E dela falam com naturalidade.&lt;br /&gt;         O ser humano adulto, em estado mentalmente sadio, convive, em seu nível subconsciente e em estado normal, quase sem dor ou ansiedade com a possibilidade da morte, aliás, só padece mais por seu desconhecimento que por qualquer outra causa, entendendo-a e aceitando-a como uma situação definitiva e certa, numa relação passiva com o inevitável, mas evita falar dela, talvez para não precisar, ainda, enfrentá-la. Criando para ela ou em relação a ela formas explicativas e modificadas que a amenizem. Onde se cria, inclusive, a grande aceitação da idéia de vida após a morte e suas muitas formas com caracteres de resgate e recompensa. Bem como, assim é, com a explicação da existência dos espíritos ou das almas.&lt;br /&gt;         Entretanto, a morte, em muitas ocasiões, psicologicamente, pode acontecer também em vida, em situações em que a mente se torna doente, tal como na depressão transitória, por exemplo, nas perdas afetivas, ou na depressão mórbida ou maior, ou mesmo no luto e em outras muitas deformações, em que a morte é sentida, no corpo e na mente, como se fosse em vida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6697152110776799861-3454104043751826200?l=jbtfilosofia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6697152110776799861/posts/default/3454104043751826200'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6697152110776799861/posts/default/3454104043751826200'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtfilosofia.blogspot.com/2008/08/vida-e-morte-todos-ns.html' title='Vida e morte, todos nós'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6697152110776799861.post-1778865725492897456</id><published>2008-06-30T15:12:00.000-07:00</published><updated>2008-06-30T15:15:26.280-07:00</updated><title type='text'>A agonia da morte</title><content type='html'>A morte, certamente, é um dos fenômenos mais misteriosos à nossa consciência, mas, sobretudo, quanto a influência que exerce sobre a nossa inconsciência. Basta analisarmos que uma das mais potentes forças do ser vivo, a manutenção da vida, o seu resgate constante da possibilidade da morte, a exercemos continuamente e sem pensar. Alguém já disse que os vivos são cada vez mais comandados pelos mortos, o que é verdade, mas esse é um outro assunto, filosófico e quiçá verdadeiro na sua mais profunda acepção, a ser tratado em outra oportunidade, mas que tem sua desvenda cada vez próxima.         &lt;br /&gt;As crianças não sabem o que é a morte, os adolescentes não acreditam nela, o adultos a temem como uma coisa remota e a maioria dos velhos desdenham dela. Por um lado, a morte sempre foi um desconforto tal à consciência humana que, como defesa à concepção de finitude da vida, foi concebida a vida eterna na forma inicial de intuição, antes mesmo da concepção religiosa. O que a torna algo espontâneo na mente humana desde séculos, pois, muito antes de Deus andar semeando mundo afora os eventos de que fala a Bíblia e pre-cedendo aos profetas mais confiáveis, existe uma certeza de que após a morte, de alguma maneira, permanecemos vivos. Foi assim desde as mais remotas culturas, a julgar-se pelos achados arqueológicos em que, espalhados pelas mais longínquas latitudes e em várias fases da história remexida da antigüidade  e até na pré-história, em continentes diferentes e em épocas milenares e não tanto, foram encontradas oferendas e rituais reveladores da crença de uma possível vida após a morte, independente do grau de cultura. Surpreendentemente, a ciência de hoje já contém em seus arquivos de descobertas científicas dados reveladores sobre esta possibilidade, como a suposta existência física de uma outra dimensão, paralela à nossa.         &lt;br /&gt;A verdade é que a filosofia e a ciência vêem amadurecendo conhecimentos que tornam a morte cada vez, no mínimo, mais distante, menos fantasmagórica e mais vulnerável, conseqüência dos atos de semideuses modernos, os cientistas. Descontada a utópica e poética busca da eterna juventude – puro narcisismo - às custas de uma qualidade de vida ofertada pela condição de sermos uma civilização avançada e do desenvolvimento da medicina, via descobertas da ciência, estamos morrendo cada vez mais tarde em idade. Embora nos matemos de outras maneiras, milhões de mortos em guerras no último século e sem previsão de paz no atual, mera quimera. Por outro lado, ciências como a tanatologia estudam a morte em todas as suas relações físicas e metafísicas, tornando ao homem mais fácil vencê-la através do conhecimento. Entre seus recursos está, também, a criogenia, o congelamento de pessoas vivas por tempo indeterminado, à espera de soluções às maiores ameaças à vida. E sujeitas a descongelamento posterior com volta ao convívio. Além da nanotecnologia, uma ciência que se vale de recursos ultramicroscópicos para, entre outras coisas, criar tratamentos a serem feitos a nível celular, como o conserto de moléculas doentes nos organismos vivos. A prevenção do seu envelhecimento acelerado e o adoecimento tecidual através a ação de substâncias oxidativas (enferrujantes dos vários tecidos) será uma de suas conseqüências.         &lt;br /&gt;Como vêem, estamos vencendo gradativamente a nossa maior inimiga, hoje quase agonizante. Pena que nem todos acreditem, muitos ajam contra, poucos tenham plena consciência destes avanços e que para alguns seja questionável o seu merecimento e benefício. Mas não tem volta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6697152110776799861-1778865725492897456?l=jbtfilosofia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6697152110776799861/posts/default/1778865725492897456'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6697152110776799861/posts/default/1778865725492897456'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtfilosofia.blogspot.com/2008/06/agonia-da-morte.html' title='A agonia da morte'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6697152110776799861.post-9046189886347987452</id><published>2008-05-10T12:08:00.000-07:00</published><updated>2008-05-13T13:08:42.806-07:00</updated><title type='text'>O arquétipo</title><content type='html'>A existência e a evolução de Deus dentro de cada um se faz de acordo com as fases da vida em que se dá esse contato e da figura e o caráter de quem ensina. Muito embora o primeiro contato oficial se dê por ocasião do batismo, o aprendizado consciente se inicia ao redor de quatro ou cinco anos, quando a criança começa a esboçar a sua personalidade e sua espontaneidade. E é aí que passa a ouvir dos pais, dos avós e familiares:"Olha que Deus não gosta de criança respondona!" ou que Deus não gosta disso ou daquilo. E a figura de Deus vai sendo aprendida e introjetada mais ou menos como a figura que a criança faz dos pais, que também não gostam disso ou daquilo e que Dele se socorrem para reforçar o aprendizado. Mais adiante no tempo, de acordo com a capacidade de compreensão, se aprende que Deus mora no céu, um senhor de barbas longas que aparece entre as nuvens, com seu séqüito de anjo "que são as criancinhas que não conseguiram viver". Mas nessa fase o indivíduo já consegue entender que Ele não é só proibição, mas que é sobretudo bom e premia o bem; vai se formando aos poucos a noção do bem e do mal e leis básicas, como não matarás, não roubarás, amarás e não mentirás, saídas do Evangelho, formam o fundamento da moral e da ética do indivíduo. Esse é o modelo que permanece durante a infância e boa parte da adolescência, já como parte definitiva do psiquismo, misturado à formação do Superego, nosso código interior de leis, na forma de Deus e pais introjetados. Tudo segundo a cultura e os costumes de onde ocorre esse processo. E a figura divina parecerá tão rígida e temível ou complacente e amável quanto os princípios de quem o ministrou.&lt;br /&gt;Também no início da adolescência, devido a aproximação com as igrejas e com a catequese, atendendo ao intelecto mais atilado e suas muitas dúvidas, confirma-se que Ele mora no Céu, mas que mora também em todas as coisas vivas e inanimadas, o que O faz Onipresente; sabedor de tudo o que ocorre, inclusive no pensamento, é Oniciente; criador de tudo que existe no céu e na terra, é Onipotente. A esse tempo a Sua compreensão ainda é um tanto nebulosa, meio incompreendida, mas que precisa ser concebida, o que se consegue através da fé, um sentimento inexplicável e inerente à mente humana. Por esse tempo, a coerência e a razão permitem entendê-Lo como Senhor do bem, da justiça, da bondade e que condena o mal, exatamente como Freud nos colocou, entre o Bem e o Mal.&lt;br /&gt;Mais ou menos nessa idade já está formada no intelecto do homem, a idéia de certo ou errado, de justo e injusto, de aceitável e condenável, sedimentada na consciência e na inconsciência de cada um.&lt;br /&gt;A arrogância, o arrojo, o ímpeto, a sensação de liberdade, a autoconfiança, a gana da disputa, a contestação, a freqüente falta de humildade, os primeiros contatos com a ciência e a tendência à onipotência, são algumas características da segunda metade da adolescência e do adulto jovem, que levam a um natural afastamento da figura de Deus, até por competitividade, período que se prolonga muitas vezes até a idade madura.&lt;br /&gt;Até aqui, dois fatores foram fundamentais no aprendizado de Deus: a personalidade de quem O ensinou, com sua crença, temperamento e caráter e a personalidade e aos mesmos fatores, de quem O aprendeu. E nestas fases, Deus evoluiu de criador, juíz celestial, pai bondoso, justo e onipotente, até o arrefecimento dessa crença. E também nessa evolução, segundo o psiquismo de cada um, a figura divina passou por cobradora, ameaçadora, algoz e fiscal para um indivíduo naturalmente culpado; ou clemente, bondosa, criadora e compreensível para um indivíduo isento de culpa.&lt;br /&gt;À partir do momento em que Deus precisa ser pensado e racionalizado, se transforma numa grande sensação e esta sensação cresce à medida que o homem tem necessidade de ser orientado, ajudado, aplaudido, premiado, iluminado, corrigido ou punido, bem como, ter a necessidade de respeitá-Lo, temê-Lo e amá-Lo. É uma necessidade fisiológica da mente humana que assim o seja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;________ # ________&lt;br /&gt;#&lt;br /&gt;Arquétipos, segundo a psicologia, são fundamentos básicos do funcionamento do psiquismo humano, pré-existentes à existência do ser intelectual, algo que faz parte da matriz humana e sua mente, onde é possível antever, por exemplo, que os que nascerão, já virão com arquétipos, assim como os que já vieram já os tinham, independente de outras características cromossômicas. São exemplos de arquétipo, a conservação da vida, a libido, o bem e o mal dentro de cada um(e sua eterna disputa, fundamento da existência). E inclui-se aqui a condição humana de acreditar numa regência superior e supra-existencial. Como a mente tem a idade do homem sobre a terra(existem vestígios do Homo-Sapiens 50.000 anos a.C.) é provável que desde então exista em nosso cérebro a necessidade arquetípica de um deus, que veio evoluindo através de deuses polimórficos ou do politeísmo, no transcorrer dos milênios, até sua revelação restrita e muitas vezes simbólica nas Escrituras.&lt;br /&gt;Desde as culturas mais antigas, entre os assírios e babilônicos, entre os primitivos habitantes da Ásia Central e da África, entre as primeiras culturas indígenas das Américas, que não aprenderam o Deus dos Evangelhos, íncas e aztecas, entre os gregos e egípcios, todos exercitavam, através de uma necessidade que não sabiam explicar (arquetípica), a crença num deus(es) superior(es) e criador(es) do seu mundo e de seus fenômenos, a sua maioria habitando o céu, a lua, as estrelas, o sol, como figuras inexplicadas. Aqueles deuses eram fruto da concepção daqueles povos, muito diferentes de hoje, mas todos oniscientes, onipresentes e onipotentes. Note-se que, difícilmente a concepção destes deuses, nas diferentes épocas e culturas, os colocava na terra, no interior desta ou nos mares(com exceção de Neptuno e algum outro deus menor);normalmente, eram colocados quase sempre no céu inatingível. Herculano, pensador e filósofo da antiguidade, assim se referia:"O rústico,porque é ignorante, vê que o céu é azul, mas o filósofo, porque é sábio, vê que aquilo que parece céu azul, nem é azul nem é céu".Nem por isso Herculano achava que, por não existir céu, também não existisse Deus.&lt;br /&gt;A maturidade nos concede espaço muito grande à introspecção, à leitura nas entrelinhas da vida e uma maior absorção de verdades universais. Depois de Deus ter evoluído de uma forma habitual, como nos outros, temível, respeitável, bondoso, criador, depois de acreditar, de agir à revelia e até de descrer, o autor gastou cinquenta anos na evolução dos pensamentos atuais, muito tempo na concepção de que Deus é uma forma de energia e muitos meses foram gastos para pensá-lo e colocá-la nesse texto digerível e compreensível, espera-se.&lt;br /&gt;Jamais tais conclusões seriam produto de um pensamento infanto-juvenil; a experiência, a paciência, a humildade, a acuidade levam o homem maduro ao essencial e neste caso, até à compreensão de uma antiga palavra do vocabulário pessoal, a transcedentalidade.&lt;br /&gt;Nessa dimensão O concebo, como uma energia que habita o universo do corpo humano, o universo dos seres vivos e inanimados, o universo cósmico, cujo céu já foi ultrapassado pelo homem. E, segundo os telescópios gigantes, esse universo continua em expansão permanente desde sempre e para sempre e aí também habita Deus, em forma de energia e em forma de vida.&lt;br /&gt;A ligação atávica dos deuses ao fogo, ao sol, ao trovão etc, pelos antigos, talvez fosse uma forma arquetípica e de acordo com os conhecimentos de cada época, de vinculá-los à formas de energia(térmica, luminosa, sonora e outras).&lt;br /&gt;Sendo uma forma de energia, esta só se manifesta nos corpos onde age, ou então permanece inerte, numa forma que, apesar de tudo que se pense ou se tenha pensado até hoje, jamais saberemos completamente, sob pena de deixarmos de ser humanidade e Deus, energia harmônica, nunca se revelará diretamente, sob pena de deixar de ser Divino.&lt;br /&gt;Outras manifestações que dão idéia de que o conceito de energia não é novo, estão no fato dos povos primitivos se referirem às almas e aos espíritos como energia primitiva e esse conceito de energia era também um conceito de deus entre eles. No Antigo Testamento, a força mágica que caminhava à frente a Moisés; no Novo testamento, o Espírito Santo se manifestando em forma de línguas de fogo vindas do céu; entre os persas, o fogo do "haoma" com poder divino e  para outros, o calor era a força do destino.Como se vê, sempre uma forma de energia.&lt;br /&gt;Todas as idéias sobre Deus, concebidas através dos tempos pelos mais variados povos, envolvendo ou não as mais variadas religiões, são apenas concepções da consciência e da subconsciência humanas. Até mesmo as Sagradas Escrituras, concebidas sob inspiração divina, passaram pelo crivo da consciência humana, pois foi o homem e não Deus quem empunhou o calamo para escrevê-las. E talvez a verdade não seja nem uma, nem outra ou talvez todas.&lt;br /&gt;Essa idéia de uma energia regendo o curso harmônico do universo não trafegou as vias comuns do pensamento lógico e científico do autor; foram crescendo como produto de uma semente que já existe em todos nós e que eclodiu, não se sabe exatamente quando, concluída como um misto de concepção, crença e razão, que não poderá, por ora, ser provada, posto que tal ainda não cabe ao tema.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6697152110776799861-9046189886347987452?l=jbtfilosofia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6697152110776799861/posts/default/9046189886347987452'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6697152110776799861/posts/default/9046189886347987452'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtfilosofia.blogspot.com/2008/05/o-arqutipo.html' title='O arquétipo'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6697152110776799861.post-1097142409635941668</id><published>2008-04-22T15:52:00.000-07:00</published><updated>2008-05-08T13:09:58.888-07:00</updated><title type='text'>Deus já não existe</title><content type='html'>Por necessidade da fisiologia da mente, usando um recurso conhecido como projeção, o homem cultua seus semelhantes admiráveis, extraidos da realidade, da fantasia ou do misticismo.&lt;br /&gt;Justo, valente, destemido, criador, aventureiro, conquistador, bondoso, caridoso, defensor dos oprimidos, cavaleiro, cavalheiro, competente, bem relacionado com a natureza e com os animais, amante de muitas mulheres, forte, galante e destro com as armas, são algumas das virtudes daqueles que se tornam lenda; e depois paradigma. O gaúcho que evocamos é assim, por aqui e mundo afora; e quanto mais longe, mais evocado e mais místico. Mas, além do regional eloqüente, encontramos modelos de comportamento admirável espalhado pela história, como os cangaceiros, os cossacos e os samurais; bem como, na literatura mundial, contemporânea ou antiga. Foi assim com os Tres Mosqueteiros, com Robin Hood, nos poemas épicos, como a Odisséia ou no Gilgameshum épico assírio de quatro mil anos, os quais centravam figuras magníficas. E o próprio Cristo, fora a divindade, preencheu requisitos bem adjetivados, necessários ao sectarismo dos do seu tempo e tempo em diante. E perpetuou-se por que a mente humana sã adeqüa-se fácil ao comportamento virtuoso, ao qual adere com naturalidade e firmeza. O história está cheia de fatos semelhantes, uns universais outros regionais, obedecendo a escalões de valor, mas com a mesma significação psicanalítica.&lt;br /&gt;O homem comum e mentalmente sadio é originalmente bom; nele o mal é uma circunstância. O entendimento é de que somos originários da semente do bem que gerou a vida. E que, aos vencedores da luta que nos foi destinada pela essência da existência a contenda com o mal será concedido um prêmio, desenhado como o descanso eterno, seja no Céu, no Nirvana etc, em meio a profusão de bondade. Uma premissa criada pela consciência coletiva milenar para que valha a pena ser bom.&lt;br /&gt;Se analisarmos a história do homem ao longo de sua ocupação do planeta, individualmente ou em coletivos, veremos que desde sempre ele apresentou a necessidade de eleger um deus ou muitos deles. Quase sempre para explicar fenômenos desconhecidos, como o trovão, o fundo dos mares, o fogo, a caça, o sol, a colheita etc; incluindo a explicação da sua própria existência. Zeus, Javé, Oxalá, Tupã e Deus são unidades desta plêiade. No entanto, a explicação racional e inteligente das relações de causa e efeito dos fenômenos tidos como divinos proporcionou-lhes gradativa perda de força mística e prestígio.&lt;br /&gt;No caso específico de Deus, sua criação e permanência na nossa cultura, ocorrida por mecanismo parecido ao que cria os ídolos, sustenta-se via sentimentos ancestrais emanados da mente dos homens. Deus é uma projeção do bem que o homem tem dentro de si; e fruto da elevação da moral humana. Mas, também, como uma resposta para muitas dúvidas que são solucionadas, algumas, temporariamente, na divindade. E, ainda, em uma mimetização da biologia, na necessidade de ter e saber a origem humana sobre a terra. E por fim, como homem inteligente, pela carência de uma regência superior, de um super ser responsável pela criação e seu equilíbrio, uma autoridade geradora de respeito, como se fosse um pai.&lt;br /&gt;Pois, a gradativa explicação intelectual da origem dos mundos e de quase todas as coisas, faz com que a sua ligação com fatos anteriormente fantásticos e que outrora foram associados à origem divina e que tenham perdido o vínculo da dependência celestial. Fazendo com que o Deus idealizado no desconhecido tenha perdido as forças e possa estar desaparecendo como tal.&lt;br /&gt;Em detrimento, é claro, de um Deus que sempre foi verdadeiro e imutável, energia impregnada de bondade, de justiça e retidão e que habita em todos os lugares, em especial em cada um nós; um Deus interno compartilhado que já não mora mais tão longe.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6697152110776799861-1097142409635941668?l=jbtfilosofia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6697152110776799861/posts/default/1097142409635941668'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6697152110776799861/posts/default/1097142409635941668'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtfilosofia.blogspot.com/2008/04/deus-j-no-existe.html' title='Deus já não existe'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6697152110776799861.post-4197098300657981466</id><published>2008-04-22T15:50:00.000-07:00</published><updated>2008-05-08T13:16:43.511-07:00</updated><title type='text'>O ateísmo e a fé</title><content type='html'>Numa primeira instancia do raciocínio sobre a questão, tem-se logo a impressão que o ateísmo existe da mesma forma como existe a descrença em outras verdades aprendidas ao longo da existência humana, ou seja, verdades que dependem muito de quem as ensinou e como foram apresentadas em sua substância. E tudo isso ocorre dessa forma, visto que, pedagógicamente, nem todos nós somos iguais ao aprender. Assim, na Bíblia Sagrada, livro maior do conhecimento e do aprendizado de Deus, este nos é apresentado de muitas formas, as quais, também na variação do psiquísmo humano e nas múltiplas emoções que o caracterizam, encontram um oscilante grau de aceitação, incluindo até mesmo a sua negação. Foram assim os motivos bíblicos que agiram na crença e na descrença dos homens, por que Deus foi mostrado como possuidor de uma conduta polimórfica. Na própria Bíblia, ao longo do tempo em que Deus esteve mais perto da sua criação, ao mostrar aos homens, a seu modo, a sua figura, ora bondosa, criadora e doadora, ora vingativa e destruidora; ora gerando medo, ora dando amor; ora semeando ensinamentos ou gerando dúvidas; ora inundando todo o mundo ou inundando só os exércitos do Egito; ora fulminando a mulher de Lot ou lá adiante fazendo sofrer a Jó; ora mal se mostrando e até sumindo, ora desaparecendo quando achou que o mundo estava pronto. Assim e porisso, a figura divina teve, o que se poderia chamar de, um marketing mal conduzido ao longo de sua concepção e transcrição para a história humana, prejudicando a sua absorção e a crença em sua figura, para muitos.&lt;br /&gt;E, na realidade, Deus existiria mesmo que não fosse a Bíblia a ensiná-lo, como se comprova nas crenças indígenas num ser superior, um saber nas-ido de seus íntimos, numa clara comprovação de a divindade soe ser uma percepção pessoal e íntima, mas muito mais que isso, coletiva. Fato que se confirma nas tribos em estado de pré-catequese e em muitas aglomerações ainda selvagens e sem contato algum com a História Sagrada.&lt;br /&gt;Ao longo de sua formação milenar, a mente humana civilizada restou com uma semente de emoção e sentido de filiação, que aprendeu a aprender a figura de Deus(e a convivê-la) mais ou menos como se aprende o relacionamento com os pais biológicos, nossos autores prévios, e assim para trás, indefinidamente. E, da mesma forma que temos com estes pais as mesmas aproximações e distanciamentos, inclusive com o sua negação total e inclusive matando-os dentro de nós mesmos ou físicamente, assim o é também com Deus. Tudo gerado, é bem possível, por um completo ou parcial desconhecimento dos objetos(os pais)ou do objeto(Deus), associado a sua negação até por controverso distanciamento.&lt;br /&gt;No entanto, mesmo assim e apesar de ser assim, existem filhos de pais desconhecidos que acreditam nas suas existências e que os buscam com todas as suas possibilidades, com uma fé desmedida de que um dia os encontrarão. A mesma percepção acontece em relação a Deus, quando este não foi ensinado de nenhuma forma, como nos selvagens.&lt;br /&gt;E a fé, talvez seja uma das explicações para o Deus inexplicável. E é o que algumas pessoas não possuem, sendo comumente os mesmos descrentes da vida e de sí próprios.&lt;br /&gt;Daí advirem alguns ateus, entre eles os ateus políticos e ideológicos, assim como aqueles que não conhecem bem a sua limitação cósmica e aqueles que ainda não entenderam bem que a eternidade de Deus está exatamente vinculada à perpetuação da espécie humana num universo em expansão. Fato que ocorre através de cada um de nós, por aquele que desaparece e a cada um que nasce, pelo simples fato Dele habitar dentro cada um de nós. Numa concepção culminante de que Deus, como tudo mais e todas as outras forças, está em nós mesmos, feitos sua imagem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6697152110776799861-4197098300657981466?l=jbtfilosofia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6697152110776799861/posts/default/4197098300657981466'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6697152110776799861/posts/default/4197098300657981466'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtfilosofia.blogspot.com/2008/04/o-atesmo-e-f.html' title='O ateísmo e a fé'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6697152110776799861.post-7462618912722099511</id><published>2008-04-22T15:48:00.000-07:00</published><updated>2008-05-08T13:26:19.974-07:00</updated><title type='text'>Deus anda por aí!</title><content type='html'>Um texto, depois de escrito e publicado, deve ser guardado por passar a ter um significado paradigmático, do qual o autor possa lançar mão, um dia, para rever a sua linha de pensamento sobre o assunto ou mesmo para corrigi-lo, melhorá-lo ou até mesmo, renegá-lo por ultrapassado. Já que tudo se movimenta e por que até mesmo as verdades arraigadas são dinâmicas epor tal, mutáveis.&lt;br /&gt;Há um bom tempo atrás, escrevi um artigo que se chamou "O arquétipo", uma longa apreciação da figura de Deus no seu significado para a humanidade e para a natureza. Desenvolvi naquela data um raciocínio comprido e metafísico, que poderia se localizar entre a hipótese e a tese, sobre a possibilidade da existência de Deus estar ligada à alguma forma de energia, já que, como ela, Ele também se manifesta nas coisas em que esteve e está presente e das quais fez e faz parte, no caso, na humanidade, na natureza e no universo. E aí, argumentava eu naquele raciocínio e hoje revisando-o, me confirmo, constato que as mais variadas formas de energia estão sempre presentes em todas as obras. Energia mental, sonora, muscular, calórica, hidrodinâmica, elétrica são apenas algumas das formas de que faz uso o nosso e outros organismos, para funcionar. A energia luminosa, sonora, eólica, hidroelétrica, térmica, magnética, atômica, cinética, são também algumas de suas formas que regem a marcha da natureza. E todas elas só existem nos corpos onde agem. A luz, por exemplo, não existe no vácuo, tudo porque nele não existem elementos onde ela possa se multiplicar, tornando-se escuridão. A energia cinética, da mesma forma, só existe se houver um objeto a ser movimentado e assim por diante. E energia, como Deus, não se vê, mas se acumula, se armazena, se guarda, se aplica, conta-se com ela, tem múltiplos usos, conhece-se seus efeitos e constata-se em suas inumeráveis e infinitas aplicações.&lt;br /&gt;Nas suas aparições, descritas na Bíblia, e mais freqüentes em uma determinada fase de sua história, quase sempre associada ao povo de Israel, Deus nunca mostrou sua cara. E aquela figura que o relaciona a um senhor barbudo, visto de forma semi-oculta por entre as nuvens, nada mais é do que uma interpretação fantástica de Michelangelo. Na realidade, naqueles tempos em que se manifestava mais objetivamente, Deus aparecia sob forma de centelha, que seguia diante de seu povo, manifestava-se sob forma de trovão, de vento, de raio, ou seja, sob formas de energia, não é mesmo? Depois desse tempo, Deus sumiu do mundo em suas aparições mais concretas, mas terá deixado de existir? Ou ficou em todas as coisas sob a forma preconizada há pouco?&lt;br /&gt;As catequeses, de um modo geral, são pródigas em dizer que Deus habita dentro de nós, tudo numa maneira de dizer que Ele opera através de nós(o que quer dizer, com o mesmo princípio que operam as energias nos corpos em que se manifestam). E esta é uma forma que aceita-se mais pela fé. Mas, na verdade, é nossa intenção que, além da fé, Ele seja entendido(ao menos no nosso ponto de vista) como uma forma mais inteligível e através de um princípio que poderia se chamar de "teofísico". E, talvez , um dia o será!&lt;br /&gt;Reforçando esta tese, o Papa João Paulo II, falando sobre a beleza da arte, disse que certas manifestações sublimes da arte dos homens, como a pintura, a literatura, a filosofia e a música, refletem o espírito de Deus. E nestas, como em outras formas de manifestação, o homem usa alguma tipo de energia criativa para a sua construção.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6697152110776799861-7462618912722099511?l=jbtfilosofia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6697152110776799861/posts/default/7462618912722099511'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6697152110776799861/posts/default/7462618912722099511'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtfilosofia.blogspot.com/2008/04/deus-anda-por.html' title='Deus anda por aí!'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6697152110776799861.post-3656477223269289027</id><published>2008-04-22T15:45:00.000-07:00</published><updated>2008-05-08T13:36:08.979-07:00</updated><title type='text'>O Nascimento do deuses II</title><content type='html'>Supostamente, sendo uma forma de energia, Deus e os deuses de cada concepção vivem e se manifestam pela ação que exercem nos corpos ou nas circunstancias sobre as quais agem. Mas, como será mesmo que nascem esses seres divinos, ou a maioria deles?&lt;br /&gt;Para se chegar a esse entendimento é preciso compreender que a mente humana, desde que o homem a tem num cérebro íntegro e funcionalmente equilibrado, é regida por uma série de funções, entre as quais a do conhecimento e da capacidade de abstração. As quais muito se envolvem nesta formação que, resultante em sensações, movimentam emoções as mais variadas. Essas sensações, normalmente, são, ou muito fáceis de lidar ou, com freqüência, muito difíceis de serem elaboradas e convividas. Em princípio e de forma sucinta, desta dependência e associada a uma infinidade de fatores culturais e ambientais, nascem os deuses. Ou seja, as figuras divinas nascem na intimidade de nossas mentes, são produtos de sua fisiologia e, dependendo do tipo de deus, até de sua fisiopatologia; disseminando-se depois na coletividade. Todos os exemplos são encontrados nas mitologias.&lt;br /&gt;Assim, para se adaptar e conviver com essas sensações e, mesmo, para buscar uma resposta para a nascente delas, o homem engendra um mundo fantástico, que se projeta e que lhe dê explicações de acordo com a sua percepção desses próprios fatos, aqueles mesmos que lhe envolvem através do ambiente e os que surgem dentro do seu íntimo. Medos, necessidades, curiosidades, sentimentos estranhos, fenômenos da natureza e toda uma abstração fenomenal que carregue em seu íntimo uma dúvida ou controvérsia, a qual cerca e ao mesmo tempo germina na mente; tudo acaba gerando uma necessidade de resposta a ser encontrada. E, de forma mais satisfatória, dentro da própria mente. Ainda que projetada, mais freqüentemente, fora dela, seja no ambiente que o cerca ou morando nos mais variados seres e em lugares convencionados, habitualmente, situados num lugar chamado céu. Este, escolhido que foi por ser distante e até então inatingível. Assim é o mecanismo escolhido pelo psiquismo para tratar desta necessidade que aflora, a da divindade, porque, na realidade, ele não vive sem ela e sem as respostas que suscita: não vive sem segurança, precisa de respostas coerentes e possui uma ética que necessita de um ícone que a sintetize. E como no fundo o cérebro sabe o quão fantástica são as soluções encontradas para os fatos que evoluíram ao longo dos milênios e que geram este tipo de solução divina, então, o inatingível céu é o melhor lugar para a morada das respostas e explicações. Ou seja, o céu é a morada das divindades ou de outras soluções de semelhante significado.&lt;br /&gt;Associada a tudo, a mística inconsistente, que para uns é mais abundante e para outros menos e que é a explicação individual e coletiva da existência universal e do convívio com o desconhecido, a mística tem uma participação fisiológica e geradora na mecânica da mente e o é, também, da engenharia cerebral da própria mística que, resumidamente, faz florescer os deuses.&lt;br /&gt;Sem desprezar a cultura hindu, muito antiga e essencialmente politeísta, mas foi na cultura grega antiga, provavelmente, onde nasceram os deuses semelhantes da cultura ocidental e por isso melhor compreendidos. Frutos da necessidade de explicar a existência, o ambiente, os acontecimentos, os fenômenos e os mistérios da mente humana. E, na mente coletiva desta cultura, para cada fato ou circunstância foi criado um deus: Mercúrio, Apolo, Diana, Dionisio, são alguns exemplos de cultura grega politeísta. Sendo que o chefe de todos, Zeus, morava no sol, que na concepção daquele tempo, era o ponto mais alto do firmamento.&lt;br /&gt;Considerando-se que a existência desses deuses na sociedade grega servia como mecanismo de equilíbrio no funcionamento social e cultural, um mecanismo estabilizador, porque a mente coletiva era protegida por respostas encontradas nas divindades geradas ali dentro mesmo e incorporadas ao comportamento coletivo.&lt;br /&gt;Já na cultura romana, esses mesmos deuses tinham outros nomes, mas quase todos nascidos das mesmas necessidades da coletividade.&lt;br /&gt;E, além da necessidade de explicação para a existência universal em si, outras causas entram com muita consistência na geração mental dos deuses, como a carência de proteção, a necessidade e a certeza do perdão, a natural parceria na luta do bem contra o mal, inerente do ser humano, bem como a necessidade, não só de um mediador, como também de uma premiação representada pelo deus, a repartição ou o consolo da aflição e, por fim, a garantia da eternidade com todas as suas compensações, representada pela promessa projetada em quase todos eles.&lt;br /&gt;Mecanismos semelhantes, nascidos na bondade e no amor ao longo da história da humanidade, criaram as fadas, os magos e os anjos. E o sentimento inverso criou os demônios, os gênios do mal e as bruxas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6697152110776799861-3656477223269289027?l=jbtfilosofia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6697152110776799861/posts/default/3656477223269289027'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6697152110776799861/posts/default/3656477223269289027'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtfilosofia.blogspot.com/2008/04/o-nascimento-do-deuses-ii.html' title='O Nascimento do deuses II'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6697152110776799861.post-5453956141209986453</id><published>2008-04-22T15:31:00.000-07:00</published><updated>2008-05-08T13:41:42.719-07:00</updated><title type='text'>O nascimento dos deuses I</title><content type='html'>Gosto imensamente de escrever sobre deuses e assim faço por ter certeza e fé que existe um Deus além da fé, que pode ser melhor compreendido com a inteligência( por isso mais admirado) e há muito busco aperfeiçoar este encontro.&lt;br /&gt;O primeiro deus que eu conheci era assim uma espécie de ajudante dos meus pais e que os socorria sempre que eu fazia uma arte de guri. Algo como, "Não se sobe na escada porque deus não gosta.... nem naquele muro.” " Não se levanta a mão para a mãe ou pai, por que deus não gosta". Ou então, "Não se fala o seu santo nome à toda hora e nem se faz escarnio dele, por que é pecado.” ”Respeito, que esta é casa de deus!". E assim ia. Observe-se que, nestas e noutras admoestações, além dos pais se valerem de sua ajuda para educar os filhos, a moral que se aprendia era ao mesmo tempo a mesma moral dos mandamentos de Deus Pai e que seriam conhecidos mais tarde. Tais como: honrar pai e mãe, amar a Deus sob todas as coisas, não pronunciar seu nome em vão etc etc. Este era o deus com qual nos davam as primeiras noções de certo e errado e que foi introjetado no nosso psiquismo; como um juiz que grelava seus olhos sobre nossas cabeças na hora de se agir contrário os seus preceitos.&lt;br /&gt;Depois, neste ensinamento e na configuração íntima de um deus, à medida que se crescia além das artes de guri, vinham os pecados da castidade que eram próprios da idade, dos quais tinha-se que pedir perdão através da confissão, sendo grandes geradores de ansiedade. Este era o deus controlador dos poderosos pecados do corpo, tão temerário quanto a importância da força interna que necessitava ser controlada. E de quem os pais socorriam-se mais ainda para ajudar na formação da moral e do comportamento. E assim seguia-se a edificação da figura divina.&lt;br /&gt;De forma que, já quando adultos, mesmo quem não tivesse tido aulas de catequese, qualquer um chegava à essa fase da vida com marcadas noções de certo e errado e com uma figura moral muito forte de um deus, ou de um Deus, já formada, que morava e se escondia por entre nuvens e do qual nunca ninguém havia visto o rosto. Mas que era, sobretudo, bondoso quando a conduta do homem ia bem e que arremessava justos castigos quando a coisa ia mal. E todo esse aprendizado, mesmo sem compreender totalmente as verdades, ao longo do amadurecimento e da formação pessoal de cada um, era acrescido de um ingrediente pessoal, conhecido como a fé em Deus e em todos os seus preceitos: como o Céu, vida eterna, inferno, ressurreição etc.&lt;br /&gt;Até que um dia, na época da escola, caiu-me nas mãos a seguinte frase de Herculano, um pensador da antigüidade, que dizia: "O rústico porque é ignorante, vê que o céu é azul, mas o filofoso porque é sábio, vê que aquilo que parece céu azul, nem é azul, nem é céu!". Naquela época a beleza limitava-se somente à construção literária; quando, mais adiante, trazendo-a comigo na memória desde então, o dito foi várias vezes revigorado e recebeu sempre uma incursão nova em seu sentido filosófico. E hoje, através das descobertas dos telescópios gigantes, sabe-se que muitos dos céus concebidos pela humanidade e a sua fé neles, desde um passado longínquo, na realidade não existem. E, em continuação, outros céus imaginários também ruirão. Então, se não é lá que Deus ou os deuses moram e estão, deve ser em outro lugar, provavelmente dentro de nós mesmos.&lt;br /&gt;O que acredito que, finalmente, só constataremos mais além da vida e no final das descobertas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6697152110776799861-5453956141209986453?l=jbtfilosofia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6697152110776799861/posts/default/5453956141209986453'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6697152110776799861/posts/default/5453956141209986453'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtfilosofia.blogspot.com/2008/04/o-nascimento-dos-deuses-i.html' title='O nascimento dos deuses I'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6697152110776799861.post-5381452056023719897</id><published>2008-04-22T15:24:00.000-07:00</published><updated>2008-05-19T05:37:35.916-07:00</updated><title type='text'>Fé, espíritos e medicina</title><content type='html'>A fé consiste em uma subjetividade peculiar, ou seja, ela é intrínsica, intransferível, incondicinada, de geração e evolução quase expontâneas e que só se manifesta de determinada forma e intensidade em um indivíduo específico. É impossível se ensinar a fé ou mesmo aprendê-la, sendo ela também inerente e arraigada à mente onde desperta. É um tipo de emoção confiante, que tem uma sinonimia aproximada com o sentimento e que, como este, funciona quase com o mesmo mecanismo de um amor platônico ou de uma paixão. E esta, como se sabe, às vezes pode ser fundada e outras, infundada, proporcional ao objeto da fé (ou crença na doutrina) que lhe é alvo. Ou desproporcional a ele. Desproporcional como, aliás, ocorre nas paixões, quando são doentias e não correspondidas; ou mesmo, tão improvável como a crença no sucesso ao operar-se um aneurisma cerebral com um clip de papel.&lt;br /&gt;Diz-se que a fé opera milagres. Opera mesmo, sendo que a imensa maioria são aparentes, porque, o que são milagres?_Pois a medicina comprova a afirmação de que a fé os opera. Desde que é sabido e comprovado, por exemplo, que por dosagens laboratoriais, pessoas com fé tem mais condições de resistirem às doenças, por terem suas imunidades modificadas a seu favor, sem milagres, sendo estes vistos como obras extracorpóreas ou fora da nossa ação. Tal foi verificado em trabalhos norte americanos, feitos em UTIs, nas quais os pacientes acrescentavam a oração, complementar à medicação, como um fator elevador e ativador das expectativas pessoais. Nestes a melhora era maior e mais notável do que naqueles onde esta prática não era empregada. Entre outras capacidades, o poder cinético do cérebro e da mente humana e as modificações que o pensamento positivo e criador pode exercer sobre o nosso metabolismo, é algo que os laboratórios comprovam e atestam. Dados como dosagens modificadas de catecolaminas na urina em estados de prazer, felicidade e euforia, evidenciando a maior secreção de hormônios suprarrenais nestes estados, são exemplos disso. O nosso cérebro é algo fantástico, cujas funções, que não são todas conhecidas, mas as já estabelecidas pela neurociência, são capazes de fazer sangrar uma mucosa gástrica ou estancar o seu sangramento, dependendo da circunstância de angústia ou depressão; ou então de euforia e bem estar, conforme o caso. E em relação a isso, certamente, tem influência a fé com seu poder criativo e que, como um pensamento positivo, induz crescimento e melhorias. E qualquer pessoa que já acompanhou um enfermo no hospital ou em casa, observou que quando o "astral" está melhor, o doente clinicamente vê seus sintomas e sinais diminuídos ou desaparecidos. Entre médicos, é o conhecido "efeito cuca". E, assim, para alguns que desconhecem fatos da fisiologia humana, é assim que se operam os milagres e disso os exemplos são muitos. Até porque, no saldo dos milagres do passado, muitos obtiveram explicação à luz do inequívoco conhecimento das ciências. Foi assim com o milagre das óstias sangrantes, a respeito das quais hoje se sabe que uma determinada bactéria que prolifera na farinha de trigo em determinadas condições ambientais, produz um pigmento avermelhado, que na ocorrência foi confundido com sangue. E nesta linha de pensamentos desmistificantes, quem garante que Lázaro não era portador de narcolepsia, uma espécie de crise epiléptica com longo período de sono? E que o fenômeno ocorrido como o de Santo Antônio, ao ir salvar o próprio pai em outra cidade enquanto permaneceu rezando uma missa(o seu corpo estava ali presente, inerte, à vista das pessoas) não foi um fenômeno de telecinesia, uma atribuição provada da mente?&lt;br /&gt;Mas, também, observe. A fé, por ser nascida no homem, tem uma grave possibilidade de defeito. É quando ela se comporta de forma a não abrir concessões a outras verdades, transforma-se em fanatismo. Se você é assim ou se até aqui você é dos que acredita ao contrário do que foi dito, sem possibilidade de alguma revisão; ou mesmo, se tem outra teoria ou doutrina de forma arraigada e com pouca chance de discussão, pare a sua leitura pois não se beneficiará com nada. Se no entanto, você acredita que o conhecimento é vivo, plástico e dinâmico, contendo em sua essência a possibilidade de evolução e um maior esclarecimento ainda, então prossiga.&lt;br /&gt;É claro que Deus e os espíritos existem! O primeiro como uma forma transcedental de inteligência superior, uma forma de energia bondosa e especial, habitante normal de uma outra dimensão, que habitualmente nos é impossível experimentá-lo de forma evidente e que no mundo se manifesta nas coisas e nas circunstâncias sobre as quais age, incluindo nós próprios. Mas que sobretudo habita em cada inteligência por ser Ele próprio uma inteligência, na forma preferencial do bem e da felicidade.&lt;br /&gt;E quanto aos espíritos, é claro que também existem. Mas estão estacionados na imensidão da sua existência espiritual quase intangível, em uma outra condição onde não ocupam espaço. E como energia lá se encontram, ocasionalmente interferindo em nosso mundo de forma preferencial-mente benéfica, mas obedecendo muito pouco à acreditada e pretendida interferência terrena, muito menos com a alardeada freqüência. E, talvez, ainda, sem este controle ainda permaneceremos por muito tempo ou mesmo para sempre.&lt;br /&gt;Como médico, ocasionalmente tenho uma impressão, movida por curiosidade e com uma ponta de inveja, a qual move uma especulação. A de que os moribundos, por estarem próximos do desenlace com a vida e perto da morte, levam uma vantagem sobre os vivos e que só alguns percebem e valorizam. É a de que em pouco tempo estarão de frente com a solução dos mistérios que se abrem depois da laje fria. Talvez, por isso, alguns morram sorrindo e é possível estarem rindo de nós e de nossas crenças, algumas absurdas. A real existência e a condição dos espíritos, por certo, é uma destas descobertas posmortem, a definitiva. E o resto são verdades pouco palpáveis e que a fé individual dá a dimensão.&lt;br /&gt;A medicina é uma ciência e como tal baseia-se na experimentação e na comprovação, que são seus esteios básicos e fundamentais. Não existe, assim, um antibiótico empregado numa meningite que tenha maior ou menor ação que não seja por efeito físicoquímico e por interferência favorecedora ou bloqueadora da mente, todas ocorridas no organismo. Mas a medicina também trabalha com uma especialidade, a psicossomática, que se ocupa das enfermidades orgânicas que sofrem influência e gênese nas alterações mentais. E aqui, neste ponto, existe uma faixa de penumbra do conhecimento humano leigo, o qual desconhece que uma ansiedade pode produzir uma úlcera, um enfarto, uma febre ou uma retocolite ulcerativa e que uma depressão pode produzir muitas doenças e piorar todas elas. Pois é desta faixa de desconhecimento que se aproveitam e onde vicejam as doutrinas místicas, de veracidade e de idoneidade duvidosas. E é sobre estas doenças, as puras ou as psicossomáticas, que de forma soberana, a fé, traduzida em pensamento vivificante e criador, exerce um imenso poder de cura ou modifcação favorável do seu curso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6697152110776799861-5381452056023719897?l=jbtfilosofia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6697152110776799861/posts/default/5381452056023719897'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6697152110776799861/posts/default/5381452056023719897'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtfilosofia.blogspot.com/2008/04/fespritos-e-medicina.html' title='Fé, espíritos e medicina'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6697152110776799861.post-7224125403735202425</id><published>2008-04-22T15:21:00.000-07:00</published><updated>2008-05-08T17:25:27.977-07:00</updated><title type='text'>Dimensão</title><content type='html'>Certa vez, o grande Michelangelo, um dos gênios da Renascença, resolveu visitar seu amigo não menos brilhante, o pintor Raphael. Não encontrando-o em seu local de trabalho, deparou-se, então, com um esboço de uma de suas pinturas, onde o homem estava retratado em um tamanho que mal cabia entre os dedos indicador e polegar. Admirado e contrafeito com a dimensão dada, tomou de um pincel e escreveu um recado ao pintor, em latim: "Amplios!". Como a sugerir que o homem deveria ser considerado como uma figura mais ampla e expressiva.&lt;br /&gt;Certamente, Michelangelo estava tentando dizer de sua concepção do homem como um todo em sua idealização, nem sempre realidade; fosse naqueles tempos e no desenrolar de sua história.&lt;br /&gt;Na verdade, todas as funções do homem na vida deveriam passar pela ascensão e pelo aperfeiçoamento, no rastro das virtudes, pelo caminho do bem, do bom e do cada vez melhor; era esta a mensagem do escultor.&lt;br /&gt;E então, ampliando-se o homem quanto ao sentido da sua vida, conclui-se como distribuído em uma função biológica, a luta pela vida e a perpetuação da espécie; em uma função filosófica, a vitória na luta do bem contra o mal; e em uma função psicológica, ir de encontro à felicidade. O resto é o resto!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6697152110776799861-7224125403735202425?l=jbtfilosofia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6697152110776799861/posts/default/7224125403735202425'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6697152110776799861/posts/default/7224125403735202425'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtfilosofia.blogspot.com/2008/04/dimenso.html' title='Dimensão'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6697152110776799861.post-4553169462971815518</id><published>2008-04-22T15:19:00.000-07:00</published><updated>2008-05-08T17:29:23.687-07:00</updated><title type='text'>Creio Na Ciência</title><content type='html'>Creio em um deus, puramente, no que não sou diferente do resto da humanidade. Não creio é em ateus, como essência de pensamento inteligente, pois os entendo ilógicos e materialistas sem substância. Creio em Deus de duas formas básicas, como uma necessidade mental e universal de acreditar em um comando superior, como uma forma de energia ainda não captada cientificamente. Uma energia, cuja existência pode ser confirmada pela admissão geral sublógica e incompletamente entendida de que Deus mora no fogo, no raio, na luz, no trovão, nas estrelas, segundo as várias crenças, sendo todas elas não outra coisa que a Sua concepção em formas conhecidas de energia. Mas, também, creio em Deus como dissolvido em nós humanos, tradução fiel da verdade bíblica que cita "sua imagem e semelhança". Onde age impondo-nos uma luta constante, a essência da existência mundana e espiritual, a constante e polarizada luta entre o bem e o mal, cujo resultado baliza, com o bem, para uma esperada purificação. E creio na sua negação como sendo o demônio. Basicamente, creio nesta luta, como sendo o sentido filosófico da vida.&lt;br /&gt;Creio, da mesma forma, na ideologia cristã, base moral de fundamentação celestial e divina, disponível à humanidade, bem como acredito em seu criador e na sua vivência terrena. Ainda que, sobre isso, restem perguntas lógicas quanto ao seu papel universal. Como: Porque as civilizações anteriores ou contemporâneas à época de Cristo, as da Ásia oriental, as civilizações maia e asteca, os polinésios, as da Oceania e outras, não foram eleitas pelo mesmo advento?&lt;br /&gt;Mas, mesmo assim, todas elas desenvolveram seus deuses, todos eles válidos e tendo o bem como regente. E uma passada pelas religiões do mundo, seja nas civilizações antigas ou nas atuais, sente-se que a existência de um deus superior e criador é universal, quase sempre morando no céu, ou no alto dos morros, ou no sol, ou nas estrelas, sempre fora do alcance material. Numa evidência de que, na metafísica íntima, independente do grau de cultura, ele habita mesmo, é dentro de cada unidade formadora da civilização, em interno altar, quase como uma necessidade. É claro, precisando para isso de maior ou menor compreensão subjetiva.&lt;br /&gt;O mundo conheceu um americano, um homem simples, um caminhoneiro de profissão, mas um intelectual superdotado, o qual escreveu um livro com o qual pretendia comprovar, matematicamente, a existência de Deus. Notícia entusiasmante, pois tal idéia vem de encontro a teoria de que Ele existe sob forma de energia universalmente disponível, a qual, teoricamente, poderia ser provada pela ação que exerça sobre os nossos e outros corpos, através de uma fórmula matemática ou mesmo física.&lt;br /&gt;Assim, vamos esperar que mais uma sólida verdade nascida da ciência humana venha, até mesmo muito breve, provar que as insólitas vidas passadas não passam de memórias de caráter atávico, geneticamente transmitidas, as quais vêm, possivelmente, incrustadas em nosso genoma, via DNA ou outros arranjos de aminoácidos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6697152110776799861-4553169462971815518?l=jbtfilosofia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6697152110776799861/posts/default/4553169462971815518'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6697152110776799861/posts/default/4553169462971815518'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtfilosofia.blogspot.com/2008/04/creio-na-cincia.html' title='Creio Na Ciência'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6697152110776799861.post-4340049377573785646</id><published>2008-04-22T15:14:00.000-07:00</published><updated>2008-05-08T17:43:44.097-07:00</updated><title type='text'>Oh,Deus!</title><content type='html'>A crença ou aceitação da existência de um ser superior à nossa percepção comum e no convívio terreno, regente do trajeto e da destinação da humanidade e de sua bagagem na passagem por esta vida, é fato usual e até imperativo em todos as correntes da inteligência humana; onde um deus adquire as mais diversas formas, como ente de conteúdo mítico. Na verdade, Deus (ou os deuses) é uma figura inerente ao íntimo do ser humano, o qual já nasce com a sensação desta necessidade, seja qual for o grau do seu entendimento, o qual existe mais dentro de nós do que nos lugares onde nós O colocamos. Uma entidade antiga, que desde antes de nossa concepção já nos era destinado como inerente à nossa mente. Aliás, o universo do nosso corpo e da nossa mente se constitui em um epicentro maravilhoso da obra divina, idealizada e levada a efeito ao cair da tarde do sexto dia da criação. E, embora a excelência do restante de nosso entorno e das outras criaturas, o corpo humano já seria uma suficiente bela moradia para abrigar a Deus. O fato das figuras divinas ser uma condição atávica na mente torna o seu sentimento independente da fé, mas reforçada por ela uma circunstância compulsória nas mais variadas culturas. O que faz com que os índios tenham o seu Tupã, as religiões afro-brasileiras tenham o seu babalaô, os árabes tenham Alá, que os hindus adorem vários deuses etc etc.&lt;br /&gt;Pessoalmente, cresci como a maioria das pessoas da minha cultura, educado na Igreja Católica, talvez com um pouco mais de ênfase pela vizinhança que tive com uma capela, onde eu e os guris como eu éramos coroinhas e desde cedo tivemos aulas de catequese. Criamo-nos entendendo Deus como um velho pai, sóbrio e ordeiro, que vivia entre as nuvens de nossa imaginação e que abominava as coisas mal feitas. Para quem entende da mente humana, era mais ou menos como um ser celestial que repetia as coisas ditas por nossos pais, uma figura de peso na formação do nosso psiquismo e principalmente da nossa consciência. Sendo que Deus, nesse caso, entrava nessa formação e confirmava que Ele habitaria e habita dentro de nós também dessa maneira. E crescemos aprendendo que tudo que é certo Deus gosta e aprova e tudo que é errado ou pecado, Deus reprova, condena e, sobretudo, pune.&lt;br /&gt;Seriam esses os ensinamentos suficientes para o resto de nossas vidas; saía-se da escola religiosa em condições de conhecer o certo e o errado, com a sensação de dever e de direito por estar dentro daqueles parâmetros morais, obedecendo as leis de Deus, as quais, casualmente, eram muito parecidas com as normas de nossos pais aqui na terra e, mais tarde, da sociedade. Seriam ensinamentos suficientes, não fossem os conhecimentos que continuaram a ser ministrados durante as práticas litúrgicas e os sermões de domingo durante um certo tempo, que desenhavam a figura do criador do céu e da terra, agora como uma figura não tanto moral como no início, mas mais criadora e soberana sobre a sua obra.&lt;br /&gt;Ao longo dos anos e já na idade adulta, as passagens bíblicas que eram atribuídas a Deus, pela descrição em estilo metafórico que as caracterizava, deixaram sempre um sabor de incompreensão científica dos acontecimentos ocorridos, impressão que quanto mais tarde no tempo, mais amadurecida ficava. A solução íntima desta questão foi conseguida com a elaboração de um Deus pessoal que em qualidade não difere do inicial, com o mesmo significado moral e ético anterior, aprendido na catequese. Mas, agora, com características físicas como se fosse uma forma de energia superior e supradimensionada, energia que nos escapa ao alcance e controle direto mas que, com freqüência, não consegue escapar à evidencia de seus efeitos. E que, além do mais, transcende a nossa dimensão, embora suas ações se façam sentir por aqui. Sei que não devo ser o único a ter uma concepção privada de Deus, mas o que interessa é a manutenção de uma conduta reta, fraterna, com de bons sentimentos e baseada no sentimento maior e mais criativo que existe, que é o amor; derivado do qual emana tudo o que é bom e certo.&lt;br /&gt;Seria simplista que o Deus das escrituras que conhecemos, que é apenas uma de suas formas e das várias correntes que das escrituras derivaram, fosse a sua única manifestação, sem o reconhecimento de outras concepções válidas e corretas e com o mesmo sentido filosófico e teológico espalhado pelo mundo. Aliás, sabe-se de um movimento de dentro da Igreja que aceita que um herege possa ganhar o reino de Deus depois desta vida, desde que a tenha vivido dentro de seus preceitos. Nada mais sensato, se esses mesmos preceitos foram feitos para a convivência universal aqui na terra e em suas várias sociedades. E quem não garante que a figura exata de Deus nós só conheceremos mais tarde?&lt;br /&gt;Pois, envolto nessas e outras muitas dúvidas, é que, anos atrás, me dispus a ler a Bíblia, O Velho Testamento; eu que a conhecia somente pelas citações, deixei de lado a fé e interessei-me só no sentido histórico dos fatos. E, depois de lê-la e relê-la tive, por um lado, a satisfação de encontrar ali passagens que conhecia de forma incompleta desde a infância e, por outro, me vi banhado em metáforas procurando interpretar o que estava ao meu alcance.&lt;br /&gt;Mas, desde o Gênese, ficaram algumas perguntas até hoje irrespondidas; coisas como, se Deus havia criado o homem no Éden e de sua costela, a mulher, entregando a eles a incumbência de reinar sobre tudo e ainda com o imperativo de "ide e multiplicai-vos", que tentação a serpente terá feito à Eva, que depois envolveu Adão e que redundou em que descobrissem e se envergo-nhassem de seus sexos, redundando na radical expulsão? Como seria, então, a obediência à ordem de crescei e multiplicai-vos? E onde estava sentado o observador que escreveu este capítulo? Mas não só dúvidas obtive, também confirmações; quando Deus criou o homem o fez, além da intenção de que reinasse sobre a sua obra, o fez também e principalmente "a sua imagem e semelhança". Então, se Deus assim o fez, sua semelhança e sua imagem, é porque habitou desde então nela, sua obra, o homem. E se lhe disse para se multiplicar junto com a mulher, era para que Deus também através dessa multiplicação, ampliasse seu reinado nos descendentes, ou não? Então, conclui-se que Deus habitou no homem e habita em sua multiplicação desde então, correto? E se é assim, esta constatação sugere que com tal poder, o homem possui dentro de si, também, o poder para a solução dos seus e de outros grandes problemas, além de possuir o comando do que se chama...... destino.&lt;br /&gt;Uma outra constatação, que depois se confirmaria em seu aprofundamento, é que, no decorrer de várias passagens dos livros iniciais da Bíblia, existe uma total ausência da ameaça do inferno por parte do Senhor em suas manifestações, chamando a si as punições. E, também, a extrema violência que Ele usou em determinados casos e até a sua impaciência. Assim foi no episódio da Arca de Noé e o dilúvio que mandou por sobre a terra(entendo que atingiu só uma região), onde tanta gente pereceu. Já a passagem da destruição total de Sodoma, foi uma clara demonstração da repulsa de Deus à depravação e aos costumes sexuais pervertidos. Donde se podia depreender que ali não se incluía o adultério, até por que, naquela época, Abraão, devido a infertilidade de Sara, havia sido pai de Ismael com uma concubina e com a permissão de Deus. Mais uma dúvida, entre outras: o porquê Deus havia escolhido o povo judeu e não um dos outros povos instalados naquela região, para ser o "povo de Deus"? E porque a escolha se deu naqueles tempos, não antes ou depois?.&lt;br /&gt;Certa vez tive a felicidade de ler uma obra pertinente; a sua leitura ajudou muito a desenrolar certos enredos em que me encontrava. Onde o autor encarou a figura de Deus, na Bíblia, como um personagem e a Bíblia em si, como uma obra literária independente de credos, num livro técnico e fascinante. Aspectos nele tratados se prendem ao fato das diversas faces que Deus adota em seu transito pelas passagens bíblicas, narradas pelos historiadores que a escreveram. Assim como muitas religiões possuem muitos deuses, como na mitologia na Grécia antiga ou no hinduísmo atual, na Bíblia temos um Deus Criador, Irado, Libertador, Legislador, Impaciente e até da Guerra; todos correspondentes aos períodos e às circunstâncias em que Ele esteve envolvido com a criação do mundo, bem como do homem e seu ambiente. Fosse no período do dilúvio ou da libertação do povo de Israel no Egito, quando derramou sobre a nação do Faraó inúmeras pragas, ao mesmo tempo em que endurecia o coração do Rei para não libertar seu povo predileto. E aqui, mais uma dúvida: Porque Deus não amoleceu o coração Faraó, poupando trabalho e vidas, se tinha poder para tanto? Na entrega das leis a Moisés e no período da aliança com seu povo, as instruções litúrgicas e a arca, Deus mostrava impaciência com o povo(ao mesmo tempo que o povo, por vezes, preferia ter ficado no Egito). E por fim, o Deus da Guerra, que conduziu Israel à Terra Prometida, que enfraqueceu os cananeus permitindo que fossem vencidos. São várias facetas de Deus que se envolveram naquele período longo e distante da formação e da história da humanidade.&lt;br /&gt;Mas, o aprofundamento nessas questões deixa mais uma pergunta( e muitas outras depois desta): Por que um povo constituído ali e a séculos instalado naquela região, como foram os cananeus, teve que ser vencido pela guerra para dar lugar ao "povo de Deus"? Onde estavam os direitos dos invadidos e o valor de suas vidas?&lt;br /&gt;Felizmente, os teólogos vêm ai com uma versão da Bíblia menos metafórica.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6697152110776799861-4340049377573785646?l=jbtfilosofia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6697152110776799861/posts/default/4340049377573785646'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6697152110776799861/posts/default/4340049377573785646'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtfilosofia.blogspot.com/2008/04/ohdeus.html' title='Oh,Deus!'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6697152110776799861.post-6727136899916137831</id><published>2008-04-22T15:12:00.000-07:00</published><updated>2008-05-08T17:53:24.255-07:00</updated><title type='text'>Senhora sabedoria</title><content type='html'>A julgar pelos efeitos indiretos, a sabedoria é uma entidade cósmica, diluída na natureza e faz parte dela, embora inerte, intacta e virgem, à espera de ser descoberta e promovida. Prova disso foi o ocorrido com o filósofo e matemático grego Arquimedes que, usando de uma das maneiras mais eficazes de movimentar com a sabedoria, a observação, reparou que quando entrava em uma banheira com água, o volume desta parecia aumentar visto que subia o seu nível. A partir dai, enunciou um de seus mais famosos princípios: "Um corpo em imersão desloca uma quantia de liquido que é igual ao volume do corpo imerso". Ainda de um outro físico: "Toda a força produz uma reação que lhe é igual e contrária". Tanto o primeiro como o segundo, bem como tantos outros exemplos infinitamente numerosos na física, na química, na matemática, na biologia, na astronomia, enfim, em todos os ramos da ciência, segundo diz a própria Senhora Sabedoria no Livro dos Provérbios, todos os fatos que levam à ela existem desde antes da formação do mundo e se continuarão depois disto; apenas o homem e a sua extensão, a humanidade, aos poucos foram e vão descobrindo-os e transformando-os em conhecimento.&lt;br /&gt;Assim se expressa a Senhora Sabedoria:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Senhor me possuía desde o início de sua obra,&lt;br /&gt;antes de suas obras mais antigas.&lt;br /&gt;Desde a eternidade fui estabelecida,&lt;br /&gt;desde o princípio, antes do começo da terra.&lt;br /&gt;Antes de haver abismos, eu nasci,&lt;br /&gt;e antes ainda de haver fontes carregadas de água,&lt;br /&gt;antes que os montes fossem firmados,&lt;br /&gt;antes de haver outeiros, eu nasci!&lt;br /&gt;Ainda Ele não tinha feito a terra, nem as amplidões,&lt;br /&gt;nem sequer o princípio do pó do mundo.&lt;br /&gt;Quando Ele preparava os céus, aí estava eu;&lt;br /&gt;quando traçava o horizonte sobre a face do abismo;&lt;br /&gt;quando fixava ao mar o seu termo,&lt;br /&gt;para que as águas não traspassassem os seus limites;&lt;br /&gt;quando compunha os fundamentos da terra;&lt;br /&gt;então eu estava com Ele e era seu arquiteto.......&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;....agora, pois, filhos, ouvi-me,&lt;br /&gt;porque felizes serão os que guardarem meus caminhos.&lt;br /&gt;Ouvi o ensino, sede sábios e não o rejeiteis.&lt;br /&gt;Feliz o homem que me dá ouvidos,&lt;br /&gt;velando dia- a-dia às minhas portas,&lt;br /&gt;esperando às ombreiras da minha entrada.&lt;br /&gt;Porque o que me acha, acha a vida,&lt;br /&gt;e alcança o favor do Senhor.&lt;br /&gt;Mas o que peca contra mim violenta a própria alma......&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E finaliza:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos faltosos de senso digo:&lt;br /&gt;Vinde, comei do meu pão,&lt;br /&gt;e bebei do vinho que misturei.&lt;br /&gt;Deixai os insensatos, e vivei:&lt;br /&gt;andai pelo caminho do entendimento!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa longa manifestação da Sabedoria, é clara a caracterização que ela própria dá quanto à sua ancestralidade, à sua importância na formação da terra e da humanidade, bem como da sua vinculação com a felicidade. E à realização do homem quando consegue a conquista do saber e do entendimento.&lt;br /&gt;Segundo o pensamento logosófico, o homem vai se aproximando da felicidade à medida que descobre coisas ao seu redor e adquire conhecimento. E tal afirmação está plenamente de acordo com a intenção divina no ato da criação do homem sobre a terra e da própria terra e seus reinos, quando lhe foi conferida a missão de reinar por sobre tudo que havia sobre ela.&lt;br /&gt;Assim, partindo-se da idéia de que ninguém reina sobre o que desconhece, na palavra de Deus estava implícita a busca do conhecimento do seu mundo e de todas as coisas pertencentes a ele, inclusive o conhecimento do mais extenso dos mundos, que é o mundo interior de cada um.&lt;br /&gt;É fácil concordar com a afirmação de que o conhecimento conduz à felicidade, pois essa sensação é comum quando descobrimos a causa de um sentimento que considerávamos gratuito e estranho e cuja elucidação nos leva a conhecê-lo e a uma sensação de euforia. Ou então, a sensação agradável quando simplesmente descobrimos um endereço ou quando nos lembramos de um nome. Ou, ainda, quando um estudante entende uma fórmula química, tudo é conhecimento e o seu acúmulo em nós é a sabedoria. Aqui são citados apenas exemplos simples, mas a sua abrangência é infinita; e sempre que se consegue obter o controle de alguma coisa que já existia e que não se tinha conhecimento, estamos mexendo com a inércia relativa à sabedoria.&lt;br /&gt;Uma pessoa que se vê obrigada a caminhar por uma rua escura e desconhecida onde encontra uma casa às escuras, que também desconhece, mas que por circunstâncias inevitáveis se vê na contingência de penetrá-la, por certo sentirá medo e receio. Mesmo assim, ao entrar esbarrará nos móveis e soleiras, do mesmo modo que durante o tempo que estiver lá dentro será acompanhado de angústia e aflição pelo desconhecido, até que termine sua missão. Essa mesma pessoa, se tiver que transitar pela mesma rua escura, mas se esta for a sua rua e tiver que entrar na mesma casa desabitada, mas esta for a sua casa, cumprirá as mesmas metas lá dentro sem dificuldade ou temor, com tranqüilidade maior que a anterior. E, por saber mais daquele ambiente, sentir-se-á bem.&lt;br /&gt;Em outras palavras, tudo porque sabia e tinha conhecimento prévio da casa. Tal referencia nos mostra que a sabedoria que previamente adquirimos de determinados fatos nos elimina o medo, o qual nos dá uma sensação de infelicidade.&lt;br /&gt;Na medicina encontramos um excelente terreno para discorrermos sobre esta assertiva. As pessoas de um modo geral fazem extensas fantasias sobre a realidade de suas doenças e é comum à elas, ao constatarem uma cefaléia mais persistente e prolongada, por exemplo, simplesmente por ignorarem os fatos, acharem que aquele sintoma se deve a um tumor no cérebro. Mas, na realidade, por desconhecer também outros sintomas e suas causas ou outros sistemas do organismo, imaginam que estes também se devam a um tumor ou outra "coisa ruim" . O que lhes atormenta e angustia, mesmo que a queixa seja em qualquer órgão. Durante a entrevista, depois do exame clínico e depois de exames especializados, o médico constata que o sintoma se deve à uma contratura da musculatura do pescoço, digamos, por defeito de postura. Conclusão esta que depois de comunicada à pessoa dá-lhe uma sensação de dissipação da aflição e um bem estar que é traduzido com a expressão: "Que alívio, doutor, fiquei feliz!" Ou seja:” Fiquei feliz porque o conhecimento da realidade do fato ou, a sabedoria que adquiri a seu respeito, me fizeram assim".&lt;br /&gt;Uma outra comprovação do efeito positivo do saber na pessoa humana, é o quadro negro que presenciamos ao verificarmos o grau de ignorância de determinadas e não poucas pessoas, que não lograram nem mesmo uma alfabetização. E o brilho eloqüente nos olhos de alguns deles quando, depois de adultos, conseguem a valorosa conquista de escrever o seu nome!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6697152110776799861-6727136899916137831?l=jbtfilosofia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6697152110776799861/posts/default/6727136899916137831'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6697152110776799861/posts/default/6727136899916137831'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtfilosofia.blogspot.com/2008/04/senhora-sabedoria.html' title='Senhora sabedoria'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry></feed>
